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 Apresentação

A agricultura e a sua relação com o ambiente de produção agrícola é tema de diversas questões, sobretudo por estar intimamente ligado a questões ambientais, ou seja, há uma necessidade de maximizar a produção agrícola e que, esta agrida o menos possível o ambiente em questão. Dessa maneira é assunto a ser explorado por algumas gerações a fim de buscar o desenvolvimento sustentável tão discutido no meio acadêmico.

O ambiente de produção congrega vários sistemas de produção que estão em constante evolução caracterizado por uma dinâmica desse, seja no que se refere às constantes mudanças que ocorrem neste e às interações ou não, que ocorrem, seja no que tange ao conhecimento e a geração deste, bem como, de técnicas e tecnologias que possam atender à demanda atual, que é a produção em escala e, que esta seja a mais harmônica possível.

Logo, o exemplo clássico de Estudo do Sistema Solo - Planta - Atmosfera se torna cada vez mais atual, visto a complexidade que a ciência conquistou e pelo conhecimento gerado. No entanto, as interações continuam a acontecer e por este motivo existe a necessidade de continuar a estudar tais interações buscando-se modelar estas relações a fim de buscar entender melhor a dinâmica dos sistemas de produção. Baseado nisto, o grupo vem buscando desenvolver projetos de pesquisa que atendem este campo do conhecimento. Pode-se citar o estudo de sistemas agroflorestais alternativos para a região de estudo, incorporando, nos estudos agronômicos, o componente florestal que tem ganhado destaque nos últimos tempos e que é objeto de estudo. Destaca-se o estudo de introdução de espécies forrageiras potencias para a região, como alternativa às pastagens existentes, sobretudo como alternativa de inverno e, ainda, o estudo do uso de esterco suíno como fonte de nutrientes no solo, a fim de utilização pelas plantas e consequente diminuição de insumos externos à propriedade.

 

Histórico do programa

O grupo de professores que compõe o Departamento de Agronomia do CESNORS (Atual Departamento de Ciências Agronômicas e Ambientais) desenvolve atividades ligadas à pesquisa em âmbito regional desde o início das atividades do Centro em outubro de 2006. Apesar das dificuldades encontradas por todos os profissionais que no Departamento têm chegado para desenvolver suas atividades de ensino, todos os professores que ingressam na atividade docente apresentam propostas de projetos de pesquisa a serem desenvolvidos no curso de Agronomia, nas mais diferentes áreas do saber agronômico e, de maneira satisfatória, vem conseguindo obter bolsas de iniciação científica, seja pelos programas internos da UFSM/CNPq, seja através de projetos aprovados em editais específicos do CNPq. O curso de Agronomia e o próprio CESNORS estão em fase de implementação o que não têm limitado o desenvolvimento de atividade de pesquisa. Alguns profissionais vem superando esta dificuldade através do envio e aprovação de projetos de pesquisa em editais específicos de órgãos de fomento à pesquisa, conforme pode-se observar em projetos financiáveis.

No ano de 2007 o grupo de professores do Departamento submeteram uma proposta ao FINEP, processo nº 01.07.0613-00 e foram contemplados com um prédio de 1.197,90 m² que servirá de apoio à realização de pesquisas, consolidando em parte a necessidade de espaço físico. Os subprojetos que formaram o projeto FINEP estão originando dados, os quais estão se revertendo em publicações, sobretudo em congressos e jornadas acadêmicas e submissões de artigos à revistas indexadas. Por se tratar de uma região até então desamparada pelo Estado em termos de políticas concretas de desenvolvimento. O Departamento de Agronomia tem por objetivo atender uma demanda do próprio Estado no que tange à Educação do País. Assim, o grupo em formação e consolidação na região apresenta como principal característica ser formado por jovens Doutores, no entanto são profissionais com ampla disposição e em início de carreira, apresentando potencial considerável para desenvolver atividades de Pós-graduação dentro do âmbito da UFSM e sobretudo da região.

A intenção dos componentes era tal que oito professores do atual programa submeteram projetos ao Edital MCT/CNPq no 03/2009 que se refere à bolsa: Produtividade para consolidação de novos campi e novas Universidades. Em 2009 a capacidade de produção do grupo era demonstrada através da publicação de 2 artigos A2, 25 B1, 58 B2, 4 B3, 11 B4, 48 B5 e 12 C. Na época, o grupo de professores do Departamento de Agronomia, por entender que existia a necessidade de contar com a experiência, convidou um professor para integrar a proposta, sendo esse Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Este estava vinculado a dois programas de Pós-graduação. No entanto, o referido Bolsista comprometeu-se com o grupo que, assim que aprovada a proposta na CAPES, se desvincularia de um dos cursos a fim de somar com o grupo em formação.

No que tange a Pós-graduação, o grupo apresentava três professores com experiência em orientação de alunos de mestrado. Destes, um foi Coordenador de um programa Minter entre a Universidade Luterana do Brasil - Rondônia e a Universidade Federal Rural da Amazônia. Apresentava também um professor vinculado ao programa de Pós-graduação em Agronomia - área de concentração Fito-melhoramento, como professor colaborador do programa e coorientação de um aluno de doutorado no programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Sementes. Os professores do Departamento estavam vinculados em um grupo de Pesquisa aprovado denominado de Grupo de Pesquisa em Produção Vegetal e outro em formação na área de solos.

Por fim, a proposta de criação do Programa de Pós-graduação em Agronomia - Agricultura e Ambiente foi criada e submetida para avaliação, logrando aprovação pela Capes em 2010 (Ofício nº 103-5/2010/CTC/CAAI/CGAA/DAV/CAPES), cujo início das atividades acadêmicas foi em agosto de 2011.

 

Contextualização do programa

A macro região onde está situado o Centro de Educação Superior Norte do Rio Grande do Sul (CESNORS) vinculado à Universidade Federal de Santa Maria, abrange cerca de 400 municípios nos três estados da região Sul do Brasil. Com uma área de 130 mil Km², essa região, excluindo o Paraná, possui uma população ao redor de três milhões e quinhentos mil habitantes. Considerando a micro região do Médio Alto Uruguai, sob o ponto de vista geográfico, econômico e cultural, é onde vive uma parcela significativa da população envolvida com a produção agrícola fundamentando a importância deste Programa. Essa região compreende aproximadamente 30 municípios localizados ao Norte do estado do Rio Grande do Sul, onde se insere uma população de 183.884 habitantes, sendo assim distribuída: 43,85% residentes no meio urbano e 65,15% no meio rural. Com uma média de 18,7 hectares na grande maioria dos módulos rurais, possuindo 26.072 estabelecimentos rurais e uma renda per capita de R$ 4.986,00.

Dentro do projeto atual do Governo Federal, a criação de Centros Educacionais e a Expansão das Universidades têm, como propósito, a interiorização no Brasil da Educação Nível Superior. Esta ideia concorda com o próprio propósito da UFSM na criação do CESNORS, haja visto, que a mesma foi a primeira Universidade no Brasil a ser criada fora do eixo das Capitais. De acordo com o primeiro parágrafo, a UFSM vem atuando na Região Norte - Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul e também na Região Oeste do Estado de Santa Catarina através dos cursos de Agronomia, Engenharia Florestal, Jornalismo, Enfermagem, Administração e Zootecnia implantados no ano de 2006 na região com a criação do CESNORS. Pode-se observar que a região tem um caráter agrícola importante e com uma característica peculiar sustentada na grande maioria pela pequena propriedade rural.

Neste contexto, a região de abrangência do CESNORS/UFSM, vem ganhando espaço e destaque, pela possibilidade de muitos filhos de produtores concretizarem seus estudos no ensino superior e, uma vez inseridos em atividades no meio rural, contribuem para o desenvolvimento regional.

No que tange a Pós-graduação, há um campo vasto a ser explorado na região de atuação do CESNORS, já que o Estado não atua como incentivador na busca de ciência e tecnologia com foco em atender às demandas regionais. Neste sentido, o Mestrado em Agronomia -Agricultura e Ambiente tem como objetivo gerar ciência e tecnologias que atendam à demanda regional, focando estudos nestes ambientes de produção - pequenas propriedades rurais - a fim de criar condições e dar alternativa para o incremento da renda familiar na pequena propriedade, e, consequentemente a permanência do pequeno produtor na atividade.

O Mestrado em Agronomia - Agricultura e Ambiente para o CESNORS se baseia na utilização da estrutura já existente, construída através do projeto FINEP, processo no 01.07.0613-00. Quanto ao corpo docente do Programa, todos possuem titulação de Doutor e apresentam potencial para o desenvolvimento de ciência e tecnologia nas suas respectivas áreas do conhecimento.

Com uma base já consolidada, na UFSM existe desde 1971, um Programa de Pós-graduação em Agronomia e um Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo desde 2003, os quais contribuíram para a formação de inúmeros profissionais dentro das Ciências Agrárias, inclusive um percentual considerável de profissionais que hoje atuam neste Programa.

 

Área de concentração

Agricultura e Ambiente

A agricultura e a sua relação com o ambiente de produção agrícola é tema de diversas questões, sobretudo por estar intimamente ligado a questões ambientais, ou seja, há uma necessidade de maximizar a produção agrícola e que, esta agrida o menos possível o ambiente em questão. Dessa maneira é assunto a ser explorado por algumas gerações a fim de buscar o desenvolvimento sustentável tão discutido no meio acadêmico. O ambiente de produção congrega vários sistemas de produção que estão em constante evolução caracterizado por uma dinâmica desse, seja no que se refere às constantes mudanças que ocorrem neste e às interações ou não, que ocorrem, seja no que tange ao conhecimento e a geração deste, bem como, de técnicas e tecnologias que possam atender à demanda atual, que é a produção em escala e, que esta seja a mais harmônica possível. Logo, o exemplo clássico de Estudo do Sistema Solo - Planta - Atmosfera se torna cada vez mais atual, visto a complexidade que a ciência conquistou e pelo conhecimento gerado. No entanto, as interações continuam a acontecer e por este motivo existe a necessidade de continuar a estudar tais interações buscando-se modelar estas relações a fim de buscar entender melhor a dinâmica dos sistemas de produção. Baseado nisto, o grupo vem buscando desenvolver projetos de pesquisa que buscam atender este campo do conhecimento. Pode-se citar o estudo de sistemas agroflorestais alternativos para a região de estudo, incorporando, nos estudos agronômicos, o componente florestal que tem ganhado destaque nos últimos tempos e que é objeto de estudo. Destaca-se o estudo de introdução de espécies forrageiras potencias para a região, como alternativa às pastagens existentes, sobretudo como alternativa de inverno e, ainda, o estudo do uso de esterco suíno como fonte de nutrientes no solo, a fim de utilização pelas plantas e consequente diminuição de insumos externos à propriedade.

 

Linhas de Pesquisas

 

Tecnologia, melhoramento e a relação com o ambiente em sistemas de produção.

Tecnologia, melhoramento e a relação com o ambiente em sistemas de produção. energia entre sistemas vegetados e a atmosfera, da ciência e tecnologia da produção de plantas alimentícias, estimulantes, fibrosas e oleaginosas e sistemas agroflorestais e da genética e do melhoramento de plantas, visando à otimização da produtividade agrícola regional e a preservação ambiental.

 

Recursos agrícolas nos sistemas de produção.

As pesquisas visam a compreender as relações entre a qualidade do solo com o potencial produtivo das culturas englobando avaliação de diferentes agroecossistemas; usos do solo e práticas culturais; reciclagem de nutrientes; recuperação de solo degradado e reaproveitamento de dejetos; problemas nutricionais e o uso racional de fertilizantes e corretivos; aplicação de técnicas e recursos tecnológicos visando ao gerenciamento, racionalização, maximização e preservação ambiental, avaliação de atributos físico-hídricos e biológicos no sistema solo-planta; manejo de bacia hidrográfica e relação solo-paisagem.